Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Fico a aguardar Comentários e/ou Críticas Construtivas para postar o próximo Capítulo.  

 

Teenage Drama Love

 

 

 

 

Capítulo XVIII

 

 

                Kate estava sentada na sua cama, de pernas cruzadas. Tinha vestido o casaco de cabedal de Bill. Era estranho o efeito de um simples casaco poderia ter. De algum modo, sentia-se protegida com ele, talvez por ter o perfume do rapaz. Ouviu passos a subir as escadas e a porta do seu quarto abriu-se. Era a sua mãe.

                A mãe de Kate chama-se Griet Hans. É uma mulher alta e magra, sem curvas. Seu rosto tem traços alemães, definidos. Seus olhos azuis olhavam a filha. Seu cabelo era louro, encaracolado e curto. Vestia-se de forma muito casual e neste momento estava de avental.

- Hora de jantar, querida! – anunciou, com um sorriso caloroso.

- Está bem.

                Kate saiu da cama e preparava-se para deixar o quarto, quando o braço da mãe a impediu.

- Não precisas de ir de casaco para a mesa. – informou – De quem é esse casaco? Não me lembro de teres um assim!

- É meu. – mentiu Kate – Comprei-o na semana passada.

- A sério? – estranhou Sr. Griet  - Bem, não tem importância. Vamos jantar querida, o teu pai está com fome!

                A mãe dela saiu do quarto e ouvia descer as escadas. Kate suspirou e tirou o casaco, colocando-o em cima da sua cama. Desceu as escadas e dirigiu-se á sala, onde estava a mesa posta e com o jantar servido. Mal Kate se sentou, o pai olhou para ela.

- Ainda não te perguntamos, querida! O que queres para a tua prenda de Natal?

                Os olhos de Kate ficaram pregados ao prato. A pensar no que mais desejava. Bill. Mas duvidava que a sua mãe ou o “Pai Natal” lhe pudesse oferecer esse desejo.

- Qualquer coisa, pai. – respondeu.

- Ora “qualquer coisa”! – repetiu o pai – Toda a gente tem alguma coisa que deseje muito!

- No meu caso não me pode oferecer… - murmurou Kate.

- Disseste alguma coisa, querida? – perguntou Sr. Griet.

- Podiam-me oferecer … - tentou emendar Kate, fingindo-se de pensativa – Não sei, mesmo.

- Queres um telemóvel novo? – perguntou o pai.

- Não, o meu está bom. – sorriu Kate.

- Queres um livro? – perguntou Sr. Griet – Saiu um livro que acho que ias gostar.

- Não, obrigado. – negou Kate.

                Os pais olharam um para o outro, preocupados. Tinham receio que a filha voltasse á depressão.

- Roupa? – sugeriu Sr. Griet.

- Pode ser. – concordou Kate.

- Excelente!

                Os pais sorriam abertamente e Kate forçou um sorriso.

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                A Sr. Simone trouxe o jantar para a mesa. Era a ementa tradicional do Natal alemão. Sobre a mesa coberta com uma toalha branca, estavam várias travessas com salsichas alemãs e outras com salada de batata. Bill sentou-se na ponta da mesa, com Tom ao seu lado direito e Andreas ao lado esquerdo. O seu padrasto, Gordon Trümper, ficou em frente a si. Simone estava do seu lado direito. Havia três cadeiras vazias na mesa.

- A ceia tradicional alemã … que delícia! – comentou Tom, com ar enojado.

- Tom respeita as tradições. – pediu Sr. Simone.

- Preferia respeitar as tradições americanas de hambúrgueres! – vincou Tom.

- Vocês não podem comer essa comida de plástico todos os dias! – exclamou Sr. Simone.

- Preferia! – repetiu Tom.

- O teu irmão não está incomodado, pois não Bill querido? – sorriu Sr. Simone.

                Bill esboçou um sorriso forçado, para agradar á mãe.

- Graxista! – murmurou entre dentes, Tom deixando cair a cabeça sobre a mão, cujo o cotovelo estava apoiado na mesa.

- Gostas desta comida, Andreas? – perguntou Sr. Simone, servindo o rapaz.

- Sim. – sorriu Andreas.

- Alguém que goste das tradições do nosso país! – comentou Sr. Simone.

- Eu gosto das tradições. – vincou Bill – A comida é que … pronto!

- É a mania dessas comidas gordurentas de plástico que vocês comem! – disse Sr. Simone – Quando eu tinha a vossa idade, não comia nada dessas porcarias!

- Mãe, quando tinha a nossa idade esta maravilhosa obra de arte da gastronomia ainda não tinha chegado á Alemanha! – lembrou Tom.

                Sr. Simone ergueu uma sobrancelha e passou a travessa com salada de batata a Bill, que passou a Tom, para se servir.

                A campainha tocou e olharam uns para os outros.

- Estão á espera de alguém, meninos? – perguntou Gordon.

- Não. – respondeu Bill, encolhendo os ombros – Tu estás, Tom?

- Não. – respondeu Tom.

- Mas alguém que vá atender a campainha! – disse Sr. Simone, levantando-se da mesa.

                Bill murmurou a Tom e Andreas qualquer coisa. Sr. Simone caminhou para o hall de entrada e abriu a porta, ficou espantada com os visitantes.

- Esta casa é só convidados hoje! – comentou com um sorriso.

- Boa noite, Sr. Simone. – cumprimentou Georg.

- Entrem! – convidou estendendo o braço e após fechou a porta. – Então, tudo bem? Não conheço esta menina!

- Apresento-lhe a Natalie, a minha namorada.

- Prazer. – sorriu Sr. Simone apertando a mão á rapariga. – Bem, já jantaram?

- Não, ainda não. – respondeu Georg – O Andreas já deve ter chegado.

- Já. – confirmou – Está na sala, a jantar. Jantam connosco, certo?

- Nós não …! - começou Natalie.

- Claro que sim. – aceitou Georg.

- Georg! – repreendeu Natalie – Não vamos incomodar as pessoas.

- Incomodar as pessoas!? – repetiu, chateada, Sr. Simone – Nós somos alguns estranhos para não estarem á vontade em nossa casa!? Ora essa, venham jantar!

                Na sala, apenas a voz de Sr. Simone se ouvia e os rapazes olhavam uns para os outros. Quando Georg e Natalie, acompanhados pela sua mãe, entraram, os gémeos pareceram surpresos.

- Por aqui? – perguntou Tom – É véspera de Natal, não deviam estar em casa a….

- Tom! – repreendeu, com uma voz séria e prolongada. – Sentem-se.

                Georg e Natalie sentaram-se nos dois lugares vagos, ao lado de Andreas. Sr. Simone, que tinha ido á cozinha, regressou com dois pratos e talheres. Colocou-os diante do casal recém-chegado.

- Espero que gostem  do jantar! – desejou Sr. Simone.

                Georg e Natalie sorriram.

                O jantar correu calmamente e muito bem. Partilharam piadas e acontecimentos banais, mas que fizeram rir toda a mesa. Eram cerca de 23 horas e 30 minutos quando todos terminaram de jantar. Georg olhou para o relógio e deu uma pequena cotovelada a Natalie que acenou positivamente.

- Bem, nós temos de ir. – informou Georg.

- Mas já? – perguntou Sr. Simone.

- É. – confirmou Georg, levantando-se.

- Eu vou-vos levar á porta. – disse a mãe dos gémeos, levantando-se.

- Bem, adeus pessoal! – acenou Georg.

- Adeus. – disse Natalie.

- Adeus! – despediram-se os gémeos em coro.

                Georg e Natalie acenaram em adeus e quando saíram, Sr. Simone fechou a porta.

- Nós vamos para cima, mãe. – informou Tom, levantando-se da mesa, seguido pelo irmão e pelo melhor amigo.

- O Andreas fica cá a dormir. – completou Bill.

- Está bem. – sorriu Sr. Simone. – Tenham juízo!

                Os rapazes subiram as escadas a correr e Bill ia para abrir o seu quarto mas Tom impediu-o.

- Não, não! – discordou o rapaz das rastas – Á bocado foi no teu quarto, agora é no meu!

- Como queiras! – Bill revirou os olhos.

                Tom abriu a porta do quarto e atirou-se para cima da sua cama. Andreas sentou-se ao lado dele.

- Ainda tens aquele esconderijo? – perguntou Andreas, com um sorriso malicioso. – De quando éramos pequenos escondíamos chocolates!

- Agora tem bebidas alcoólicas! – informou Tom.

- Muito bom! – sorriu Andreas.

- Eu vou buscar! – disse Tom, saindo da cama.

- Eu só vou á casa de banho! – informou Bill.

                Fechou a porta do quarto, deixando para trás uma orquestra de gargalhadas. Abriu a porta da casa de banho e entrou, fechou-a novamente. Aquela divisão era a mais fria da casa, devido á água dos canos. A respiração quente de Bill transformava-se em fumo lá. Das calças de ganga justas, tirou o telemóvel e procurou o número que pretendia, na lista de contactos.

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                Kate abriu a cama, preparava para se deitar. Enfiou-se na cama, de barriga para cima. Tapou-se com os quentes lençóis. Estava tão cansada, que só queria dormir. O seu telemóvel tocou. Suspirou de aborrecimento. Esticou o braço para a secretária e agarrou o aparelho. Clicou “okay” e atendeu a chamada com uma voz aborrecida:

- Estou?

- “Olá Kate! Sou eu, o Bill.”

- Bill? – estranhou Kate, corando e olhou para o relógio. Marcava as 23 horas e 50 minutos.

- “Eu sei que é tarde.” – começou a voz de Bill do outro lado – “Mas, estava com saudades de ouvir a tua voz…”

                Kate abriu a boca, para responder mas apenas conseguiu sorrir. Baixou o olhar e corou.

- “Quando nos iremos encontrar novamente?”

- Hmm… não sei! – confessou Kate – Quando queres que isso seja?

- “Pela minha vontade, seria agora.”

                Kate riu-se e revirou os olhos.

- Bill, andaste a beber alguma coisa?

- “Coca-cola conta?”

                Ouviu o riso de Bill do outro lado.

- “E só te digo, que estou a congelar na minha casa de banho, que é tão fria quanto uma arca frigorífica apenas para ouvir a tua voz!”

- És completamente louco, então… - sussurrou Kate.

- “Talvez seja mesmo.” – concordou Bill – “Louco por ti!”

                Kate corou e sorriu, mordendo o lábio inferior de seguinte.

- Não sabes o que dizes!

- “Kate, já te disse que não estou sob o efeito do álcool!” – vincou Bill, numa voz séria.

                Kate não respondeu, esperando que ele continuasse.

- “Já ouvi a tua voz!”

- Parece que sim. – riu-se Kate.

- “Boa Noite, Kate.”

- Boa noite.

- “Kate?”

- Sim?

                O rapaz hesitou um pouco, deixando Kate curiosa.

- “Seria muito ousado pedir que sonhasses comigo?”

                Kate corou, não acreditando.

- Talvez seja um pouco.

- “Irás fazê-lo?”

- Talvez…! – sorriu Kate.

- “Isso é um sim?”

- É um talvez. – vincou Kate. – Mas, talvez seja um “talvez” mais virado para o sim!

- “Espero que seja um sim.” – confessou Bill – “Porque eu vou sonhar contigo.”

                Kate não conseguiu responder.

- “Boa noite, Kate. Sweet Dreams!”

                Ouviu o som da chamada desligada. Pousou o telemóvel, novamente. Afundou-se no meio dos lençóis e colchas, corando. Sorriu abertamente e fechou os olhos. Cumprindo a sua promessa de sonhar com Bill.

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Aviso: Esta FanFic tem direitos de autor. Fui eu que a escrevi e imaginei. Não copies, por favor!

Copyright © 2008/ Molly's FanFiction

 

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publicado por Molly's FanFictions às 17:57 | link do post | comentar

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