Domingo, 28 de Setembro de 2008

 

Fico a aguardar Comentários e/ou Críticas Construtivas para postar o próximo Capítulo. 

 

 

Beauty From Darkness 

 

 

 

 

Capítulo III

 

 

                O relógio de parede badalou a meia-noite. Helena ao ver os convidados a abandonar a Mansão, ficou parada no meio do hall principal, em frente á escadaria de mármore. As pessoas passavam por ela, faziam-na balançar e quase perder o equilíbrio no meio da multidão. Maldição! Avistou Christian e Mina acompanhada, de braço dado, com Gustav a saírem do salão de baile! Olhou em seu redor, em pânico. Procurando esconderijo, mas não encontrou nenhum. Ao olhar para a sua mão viu a máscara de veludo brilhar sob o cetim da luva e agradeceu á sua mãe naquele momento. Discretamente, contornou a sua cabeça com o elástico da máscara e seus doces olhos avelã ficaram escondidos. Quando o trio passou, Helena virou-se de costas e ficou a observa-los a abandonar a Mansão.

                Helena suspirou de alívio. Parecia que á medida que a sua respiração saía da sua boca, as pessoas saíam daquela Mansão, até deixa-la completamente sozinha naquele amplo espaço de arquitectura gótica. Olhou em volta, procurando sinais de Bill Kaulitz. Mas a Mansão estava silenciosa e vazia.

- Senhor Kaulitz! – chamou a bela moça, dando uma volta e ouviu a sua voz a ser projectada em eco.

                O som propagou-se pelas altas paredes frias da Mansão. Helena sentiu-se perdida e pela primeira vez naquela noite sentiu uma pontada do sentimento medo a invadi-la. Um certo frio parecia estar a tomar conta daquela divisão e a bela moça começou a tremer. O único som existente era o tremor dos dentinhos de Helena.

- Espero não a ter feito esperar muito!

                Helena suspendeu a respiração, assustada. Com o peito arfante, sua mão subiu até ele. A voz de Bill veio de uma das portas do rés-chão. Virando-se para ele, tentou normalizar a sua respiração, enquanto o corpo dele aparecia á vista.

- Assustou-me! – confessou a moça, com a mão sob o peito arfante.

- Desculpe, não era essa a minha intenção! – sorriu Bill, aproximando-se dela.

                As mãos de Helena tiraram a máscara de veludo que lhe tapava a cara e cruzaram-se á frente, sobre as suas pernas, tapadas pelo enorme vestido de seda.

- Pediu-me para ficar … - começou, timidamente, Helena.

- Sim.

                Helena conseguia ver os dentes brancos de Bill a brilharem na escuridão daquela divisão fria. Viu a mão branca dele a subir até ao rosto e a tirar a máscara de veludo que lhe escondia metade da face. Ao ver a face completa de Bill, Helena quase que desmaiava. A bela face de porcelana do misterioso rapaz. A face de um verdadeiro príncipe de conto de fadas.

                Como por artes mágicas a melodia de uma orquestra invadiu a divisão. Bill pegou, cuidadosamente, na mão de Helena e plantou um pequeno beijo na sua palma coberta pelo cetim preto da luva. Fez uma vénia e colocou a outra mão na cintura dela. As máscaras de veludo ficaram esquecidas no chão de mármore.

                Ao som da orquestra, a dança dos dois recomeçou. Numa conversação silenciosa apenas entre os olhos de ambos, que se cruzavam apaixonadamente.

- Pediu-me para ficar para dançar comigo? – perguntou Helena.

- Em parte. – sorriu Bill – Mas a nossa noite não podia acabar assim.

- A nossa noite? – repetiu Helena, um tanto confusa.

                Contudo Bill não respondeu, limitou-se a continuar a dança á medida que a orquestra intensificava a melodia, como se o corpo de ambos se movesse automaticamente com a sua música. Mas com a mesma rapidez com que apareceu, a música dissolveu-se no ar e mágica dança terminou.

- Venha comigo. – pediu Bill, dando o braço á bela moça. – Quero mostrar-lhe uma coisa.

- O quê?

- Não seja tão curiosa! – riu-se Bill, guiando-a até á porta de ébano do lado esquerdo da escadaria.

                A mão branca de Bill segurou a maçaneta dourada e rodou-a, dando-lhe entrada na nova divisão. Uma divisão escura, apenas iluminada pelo luar que espreitava por entre as grades da enorme varanda, com janelas de vidro transparente que travavam a passagem. Ouviu-se um pequeno “click” e a divisão foi invadida por uma luz dourada do candeeiro de cristais, pendente no alto tecto.

                Prateleiras de ébano contendo livros antigos rodeavam a divisão. Era uma biblioteca. Helena olhou em seu redor, fascinada. Os livros sempre foram uma das suas grandes paixões e o seu grande sonho era ser uma famosa escritora! Sorriu com dos sorrisos mais bonitos, imagináveis! Mas algo de estranho tinha aquela biblioteca. Helena retirou a luva de cetim e passou seu dedo ao longo de um dos móveis de ébano, deixando um rasto limpo nele. Todos os móveis estavam empoeirados. Como se ninguém habitasse naquela Mansão ou, pelo menos, não incomodasse em limpa-la.

- O pó incomoda-a? – perguntou Bill, apanhando a moça desprevenida.

- Err … não! Apenas acho estranho não limpar a Mansão! – sorriu, nervosamente, Helena.

- Á muito que estou sozinho aqui. – disse Bill, aproximando-se de Helena, enquanto olhava distraída para os livros nas prateleiras – O pó não me incomoda, esta casa não tem vida.

- Tem você!

                A moça imediatamente o olhou e os olhares de ambos chocaram. A face de Helena ruborizou-se. Bill limitou-se a sorrir e a aproximar os seus lábios, tentadoramente, do pescoço descoberto dela. Roçando sensualmente. As mãos de longos dedos dele envolveram a cintura da moça, prendendo-a num abraço sem escapatória. Os lábios dele percorreram o pescoço, contornando, descendo até á linha dos ossos da clavícula, sensualmente, fazendo Helena perder a respiração. Os lábios abertos, como se estivesse em pleno orgasmo, de Bill subiram pelo pescoço dela e depositaram-se nos carnudos lábios da cor do sangue. Enlaçando os dela com os seus. Helena ficou como sem conseguir respirar, como se Bill lhe roubasse o ar de seus pulmões. Os seus lábios separaram-se devagar e a moça tentou normalizar a sua respiração e seu batimento cardíaco, que estava acelerado.

- Venha. – Bill ofereceu sua mão á bela moça.

                Como hipnotizada, a mão de Helena depositou-se sobre a do misterioso rapaz e deixou que ele a conduzisse para o exterior da biblioteca, subiram a escadaria de mármore que brilhava com a luz emitida pela lua, que penetrava o hall pela cúpula de vidro. O som dos sapatos de Helena a chocarem contra a pedra ecoava pela Mansão. Como podia um rapaz tão belo viver sozinho? Ele guiou-a pelo enorme e comprido corredor de pedra, repleto de retratos de pessoas nas paredes frias. A próxima divisão que os esperava estava com a porta aberta, convidando a entrada. Era o quarto de Bill Kaulitz.

                Bill fez uma vénia e incentivou Helena a entrar em primeiro lugar na divisão, ela aceitou. Os olhos doces e claros dela ficaram parados sob a lua cheia, que brilhava alto no céu escuro daquela noite de Inverno. Sentiu as mãos de Bill a soltarem-lhe os nós de seda da parte traseira de seu vestido vermelho.

                A seda derreteu no chão e a moça retirou a armação de metal e o espartilho, sendo seu corpo nu iluminado pelo luar que espreitava pela janela transparente. Sua carne era tão branca que parecia brilhar na escuridão do quarto, tal anjo fantasmagórico. Removendo as últimas peças de roupa, Bill olhou para Helena, que estava parada. Petrificada no meio do seu quarto, nua.

                Enlaçando-lhe a cintura com seus longos braços, Bill deitou-a na cama. O seu tronco desceu até ao corpo nu da moça. Seus lábios desceram pelo pescoço, passando pelo vale entre os seios generosos da moça. A mão branca de Bill amaciou a pele da barriga dela, descendo pelas coxas, contornando-as, sensualmente. Sua língua passou pelos mamilos rosados da moça, fazendo suspiros de prazer soltarem-se da garganta. As mãos delicadas de Helena prenderam-se nos longos cabelos pretos de Bill enquanto os lábios dele desciam pelo seu corpo, estimulando sua zona mais íntima.

- Não! – implorou Helena, com a face ruborizada – Isso é sujo!

- Não há um único local em seu corpo que seja sujo! – respondeu Bill.

                Helena conseguia ver o brilho luxuoso nos negros olhos dele. Os lábios dele subiram pelo seu abdómen novamente. Sentiu as mãos dele a abrirem-lhe, novamente, as pernas e o rapaz desceu até ao seu rosto, deliciando-se com os lábios carnudos da moça.

                Sem aviso prévio, sentiu-o entrar em si. Um enorme gemido soltou-se da sua garganta. Sua cabeça caiu para trás e as suas mãos prenderam-se, fortemente, nos lençóis brancos da cama. Sentiu sua virgindade ser rompida e um líquido quente deslizou para os lençóis. Bill, numa nova investida, soltou um gemido da garganta de ambos.

                As mãos de Bill envolviam a pele transpirada de Helena. Seus perfumes, seus suores, suas respirações misturavam-se num misto de sensualidade erótica e amor. O cabelo de Bill, já molhado pelo suor de ambos, deslizava pela pele dela. Um gemido mais forte por parte do misterioso rapaz fez prever o final da noite.

                Os movimentos sensuais, daquela dança erótica, tornaram-se mais sincronizados e rápidos, aumentando os sons arfantes que saíam da garganta de ambos. As mãos de Helena apertavam-se com mais força nos cabelos de Bill, enquanto este sentia-se perder as forças. Numa investida final tudo terminou. Ambos atingiram o pico do prazer e um flash branco invadiu os seus olhos.

                O corpo de Bill tombou para o lado, com a respiração acelerada. Virou-se de peito para cima e puxou a moça para si. Helena adormeceu sob o peito arfante de Bill.

 

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Aviso: Esta FanFic tem direitos de autor. Fui eu que a escrevi e imaginei. Não copies, por favor!

Copyright © 2008/ Molly's FanFiction

 

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publicado por Molly's FanFictions às 22:33 | link do post | comentar | ver comentários (7)

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