Sábado, 22 de Novembro de 2008

 

Fico a aguardar Comentários e/ou Críticas Construtivas para postar o próximo Capítulo.  

 

Teenage Drama Love

 

 

 

 

Capítulo X

 

 

                27 De Outubro de 2008. Natalie havia-se mudado para o apartamento de Georg fazia agora uma semana. A “experiência” estava a correr muito bem e o casal estava felicíssimo vivendo junto.

- Estão a bater á porta, Georg! – informou Natalie, enquanto baixava a intensidade do lume do fogão.

- Não te preocupes, eu vou ver quem é! – disse a voz de Georg vinda da sala.

                Natalie ouviu a porta do apartamento a ser aberta e vozes a ecoarem no pequeno hall da entrada. Estranhou o facto de ser uma voz feminina, talvez alguma vendedora. A grande surpresa foi quando ouviu Georg:

- Ela está na cozinha! Já jantaste? Janta connosco!

                A rapariga tirou o tacho com arroz do lume e tentou espreitar para o hall, com o intuito de conseguir ver quem era a visitante. Nada conseguiu ver. Apenas quando Georg entrou pela cozinha mais a visita, Natalie conseguiu desvendar. Era Kate!

- Kate?! – exclamou a rapariga.

- Boa noite, Natalie. – cumprimentou Kate, com um pequeno sorriso.

- Boa noite! – retribuiu, ainda surpreendida, Natalie.

- Desculpem ter aparecido aqui, a estas horas! – pediu Kate.

- Não é incómodo nenhum! – assegurou Georg – Junta-te a nós para jantar!

- Não é por mal, mas não sei se a Natalie haveria de gostar. – comentou Kate.

- A tua zanga com elas não tem nada a ver comigo. – garantiu Natalie – Por isso, junta-te a nós.

                Kate esboçou um tímido sorriso de aceitação. Natalie distribuiu o arroz branco pelos pratos, enquanto Georg e a convidada de última hora se sentavam. Natalie colocou o atum por cima do arroz.

- Que fazes aqui? – perguntou Natalie, quando se sentou – Se viestes a nossa casa é porque querias falar connosco…!

- Vossa casa!? – repetiu Kate, confusa.

- Ah, sim! – exclamou Natalie, batendo com a palma da mão na cabeça – Eu e o Georg estamos a viver juntos!

- Uau! – exclamou, surpresa, Kate enquanto o casal sorria para ela – Não tinha ideia que a vossa relação já estava tão … avançada!

- E não está assim tão avançada! – riu-se Natalie.

- Já estão a viver juntos…! – observou Kate.

- Bem, não importa isso agora! – exclamou Natalie – O que se passa? Estás com ar de quem precisa de desabafar rapidamente ou explode!

- Eu … nem sei! – suspirou Kate – Nem devia ter vindo aqui!

- Ora essa, porquê? – perguntou Natalie – O que se passa, Kate?

- Podes confiar em nós. – assegurou Georg.

- Já me disseram isso antes e traíram-me! – disse Kate.

- Nós não somos como a Sophia, Kate! – assegurou Natalie – Podes realmente confiar em nós!

- Já tantas pessoas sabem … - começou Kate – provavelmente também ele já sabe!

- Ele? – estranhou Natalie – Quem é ele? E sabe o quê?

- Estás apaixonada pelo Bill, não é? – perguntou Georg e Kate olhou-o, assombrada.

- Tu também!? – exclamou Kate – Tu também sabes! Oh Gott, também ele deve saber!

- Se ele sabe ou não … - suspirou Georg - … não faço ideia! Ele para esses assuntos costuma confiar mais no Tom, o irmão gémeo.

- Eu não conheço bem o Tom. – disse Kate – Só falei com ele uma vez.

- Na noite de Halloween, esta sexta. – começou Georg – É o nosso concerto. Vem!

- Obrigado, vou tentar ir! – sorriu Kate.

- Seria muito importante para a tua relação com o Bill se lhe mostrares que gostas do projecto dele. – informou Georg.

- Eu não demonstrei interesse nenhum na tua banda! – exclamou Natalie. – Muito pelo contrário!

- Mas o teu caso é diferente! – riu-se Georg – Eu já estava apaixonado por ti…!

- Okay! – Kate cortou o momento romântico entre os pombinhos – Eu vou ao concerto mostrar o meu apoio. Para ele não me ligar nenhuma novamente…!

- É natural. – informou Georg – Quando é um concerto, nós estamos muito nervosos e apenas nos preocupamos com o concerto! Não conseguimos ver o que se passa á nossa volta!

- Pois …! – suspirou Kate – Tenho mesmo de compreender.

                O jantar recorreu bem. E a tristeza de Kate foi posta de lado, sendo substituída por um genuíno sorriso de felicidade. Conversaram sobre imensos assuntos, riram-se e partilharam coisas. Foi um bom serão.

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                Gustav bateu á porta principal de uma casa apenas com rés-chão; era comprida em comprimento. Revista a tijolos avermelhados, como qualquer outra casa alemã. Uma mulher loura; com um enorme tufo de cabelo encaracolado semelhante á lã de uma ovelha, caindo-lhe pelos ombros, usava um vestido de lã rosa-choque e um casaco de crochet bege por cima, em torno do pescoço usava vários pendentes com símbolos espirituais e alguns cristais; atendeu a porta:

- Boa noite. – cumprimentou Gustav.

- Boa noite. – retribuiu a mulher de 43 anos – Que deseja?

- Eu vim buscar a Gabriella. – respondeu Gustav, com um sorriso tímido.

- Oh, deves ser o Gustav! – exclamou a mulher com um sorriso – Eu sou a mãe da Gabriella, Johanna.

- Prazer em conhecê-la, Dona Johanna. – sorriu Gustav, apertando a mão á senhora.

- Não me chames dona! – pediu Sr. Johanna – Faz-me parecer velha! E é melhor entrares, a minha filha provavelmente ainda vai demorar uma eternidade a arrangar-se!

                Gustav aceitou o convite da senhora devido ao frio que fazia na rua, naquela noite de Outubro, segunda-feira. O interior da casa era acolhedor, com a lareira na sala acesa. O hall era grande e as escadas de madeira estendiam-se para o primeiro piso, mesmo á frente.

- Ah! Aqui dentro está mais confortável! – exclamou, alegremente, Sr. Johanna – Senta-te, senta-te! Muito vais ter de esperar! GABRIELLA, O TEU NAMORADO ESTÁ AQUI!

                Ao ouvir o chamamento, Gustav corou e imediatamente emendou:

- Eu não sou namorado dela!

- Claro que não! – exclamou Sr. Johanna, sem ironias – Mas vais ser!

                Gustav corou ainda mais e baixou a cabeça, de embaraço.

- Mas quando fores, não contes em vir jantar ou almoçar cá a casa! – avisou Sr. Johanna – Eu não sei cozinhar e o meu marido também não!

- Então como é que comem? – perguntou Gustav, timidamente.

- Refeições Take Away! – respondeu Sr. Johanna, piscando o olho a seguir – Fica ao mesmo preço! E mais rápido, claro! E uma grande ajuda quando ninguém sabe cozinhar numa casa de família!

- “Que senhora estranha!” – pensou Gustav.

- Que karma! – exclamou Sr. Johanna – GABRIELLA RÁPIDO! A minha filha é sempre a mesma coisa. Ensinei-lhe a equilibrar os charckãs mas ela recusa-se a fazê-lo! E depois distribui energia negativa pela casa!

                Sr. Johanna pegou numa caixa de incenso e colocou a arder um pauzinho. Gustav, que não era grande apreciador do aroma dos incensos, tapou, educadamente, o nariz.

- Não precisas disfarçar! – apontou o dedo indicador a Gustav, Sr. Johanna – Eu sei que não gostas do cheiro do incenso, mas estou em minha casa! Por isso, aguentas com ele! Muahahaha!

                Gustav deixou-se afundar, receoso, no sofá. Passos apressados ecoaram pelas escadas abaixo e Gaby apareceu, ofegante.

- Finalmente! – exclamou Sr. Johanna.

- Desculpa, mãe! – pediu Gaby, com uma vénia – Desculpa, Gustav! Já podemos ir?

- Sim, sim! – exclamou, desesperado, Gustav.

- Não vale a pena fugires de mim! – riu-se Sr. Johanna – Afinal, vais ser o genro!

- Mãe! – repreendeu Gaby, abrindo a porta de entrada.

- Que foi? – Sr. Johanna encolheu os ombros.

- Vai meditar, okay? – pediu Gaby.

- Está na hora do meu yoga! – exclamou Sr. Johanna olhando para o relógio – Energias positivas para o encontro!

                Gaby sorriu á mãe e fechou a porta de casa.

- Desculpa se a minha mãe te disse alguma coisa de … estranho! – riu-se Gaby – Mas ela é mesmo assim!

- Não me importo. – assegurou Gustav.

- Err… já escolheste o filme? – perguntou Gaby, após um momento de silêncio.

- Não, achei melhor escolhermos juntos! – sorriu o baterista.

- Eu confio no teu gosto! – confessou Gaby.

                Em 30 minutos a pé, chegaram ao cinema. Escolheram o musical “Mamma Mia”, que tinha estreado á pouco tempo e já fazia sucesso. Entraram no interior da escura sala de cinema e, consultando os bilhetes, procuram os seus lugares e sentaram-se. Ficaram muito bem localizados, mesmo no centro da plateia. No grande ecrã passavam trailers de futuros filmes em exibição.

- Já me disseram muito bem deste filme! – informou Gaby.

- Não é propriamente o meu género de filme, mas acho que irei gostar. – sorriu, timidamente, Gustav – Ao menos gosto imenso da tua companhia.

- Também gosto muito da tua companhia. – sorriu Gaby, foi quando o anúncio de inicio de filme começou – Olha, o filme vai começar!

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                31 De Outubro de 2008. Era Halloween e também o segundo concerto dos Tokio Hotel! Como vencedores do concurso, foi-lhes dado a oportunidade de tocar numa festa alusiva á data em Magdeburg. Os membros da banda tinham a sensação que a noite lhe ia correr muito bem:

- Estou com um feeling positivo para esta noite! – sorriu Tom, á entrada do bar onde iam tocar, o frio fazia-se sentir entre os 4 amigos.

- Ai sim? – perguntou, maliciosamente, Georg – Sentes que vais para a cama com a Sophia hoje?

- Com a Sophia!? – exclamou Tom.

- Sim, não eram vocês os dois que estavam todos lovey dovey (*)? – perguntou Georg.

- Estávamos, disseste bem! – vincou Tom – Já não estamos!

- Que aconteceu? – perguntou Gustav.

 - Descobri que simplesmente não dá! – suspirou Tom.

- Com não deu com as outras passadas 50 gajas? – riu-se Georg.

- Não, a Sophia era diferente! – informou Tom – Ou, pelo menos, acreditei que fosse. Eu gostava mesmo daquela miúda! Nunca pensei que fosse possível…!

- O meu irmão está apaixonado! – gozou Bill.

- Cala-te idiota! – riu-se Tom, dando um murro na barriga de Bill, mas sem magoa-lo – Odeio este sentimento!

- Não há nada de mal em gostares de alguém! – disse Georg – E não é um sentimento repugnante! É um sentimento maravilhoso.

- Exactamente. – concordou Gustav.

- Estou rodeado de lamechas! – gritou Tom, como forma de libertar uma raiva interna.

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- O que vou vestir?! – exclamou, desesperada, Kate.

- Tem calma! – pediu Natalie – Além disso, é um baile de máscaras!

- Mas tenho tanto por onde escolher! – suspirou Kate.

- Se tivesses poucas coisas seria pior! – lembrou Natalie.

                Kate, Natalie e Gaby estavam no quarto de Kate. Por cima da cama de casal haviam, num monte, milhares de diferentes factos carnavalescos. Havia todos os temas, quase! Desde vampiras a princesas, de bailarinas de ballet a dançarinas do ventre, …!

- Não quero chamar demasiada atenção…! – suspirou Kate.

- Acho que devias ir com este fato de dançarina do ventre! – riu-se Gaby, colocando o fato em frente ao corpo de Kate.

- Parem de gozar comigo! – pediu Kate – Estou tão nervosa!

- Não percebo porquê! – exclamou Natalie – Até parece que és tu quem vai dar o espectáculo!

- Não sou, mas vou estar com o Bill! – gemeu Kate.

- Então deixa-te de medos e mete-te perfeita! – aconselhou Natalie, continuando a escolher o seu disfarce.

- A Natalie tem razão. – concordou Gaby – Tu já és perfeita, linda! E quando o Bill te vir toda produzida só para ele … hum, hum … não vai resistir!

- Que parva! – riu-se Kate.

- E depois chegas ao pé dele e começas a cantar “I don't know how to live without your love. I was born to make you happy. Cause you're the only one within my heart. I was born to make you happy. Always and forever you and me. That's the way our life should be. I don't know how to live without your love. I was born to make you happy! (**)” – cantou Gaby, saltando para cima da cama e começando a dançar sensualmente, imitando a Britney Spears.

- Ahaha! – riu-se Kate, ás gargalhadas – Que idiota, mesmo!

- Acho que o Bill era capaz de gostar que lhe cantasses Britney Spears! – ironizou Natalie – Especialmente a “Born to Make you Happy”!

- Okay, chega de brincadeiras! – riu-se Gaby, saltando da cama – Vamos ao trabalho! Vamos ficar perfeitas!

- Mas ainda não escolhemos um disfarce! – suspirou Kate.

- Eu já escolhi o meu! – anunciou Natalie, mostrando o disfarce diante do seu corpo.

- Uau! – exclamou Gaby – É tão brutal! Onde estava?

- Ai pelo meio. – respondeu Natalie – Foi um belo achado!

- Ai! – exclamou, impaciente, Kate – Só eu é que não encontro nada de jeito…!

- Há ai um disfarce de vampira lindo. – informou Natalie – Devias levar, o Bill adora vampiros…!

- Okay, eu levo! – decidiu Kate – Onde está?

                Natalie afastou a confusão de tecidos e cores que se encontrava sobre a cama e encontrou-o! Um comprido vestido de veludo preto.

- É mesmo bonito! – exclamou Kate, tocando no tecido e observando os pormenores. – Vou mesmo levá-lo!

- Só faltas tu, Gaby! – disse Natalie.

- Pois é! – suspirou a rapariga – Vou continuar a procurar!

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(*) Lovey dovey – é uma expressão inglesa bastante utilizada para expressar algo “muito afectivo”, “amoroso” e “sentimental”.

(**) Tradução: “Eu não sei como viver sem o teu amor. Eu nasci para te fazer feliz. Porque você é único no meu coração. Eu nasci para te fazer feliz. Para sempre tu e eu. É assim que nossas vidas deveriam ser. Eu não sei como viver sem o teu amor. Eu nasci para te fazer feliz!”

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Aviso: Esta FanFic tem direitos de autor. Fui eu que a escrevi e imaginei. Não copies, por favor!

Copyright © 2008/ Molly's FanFiction

 

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publicado por Molly's FanFictions às 20:33 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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